Ficha do Jogo
4ª Jornada da Série C, III Divisão Nacional de Futebol, Época 2011/2012
Estádio Municipal de Oliveira do Hospital
Público: cerca de 150 pessoas
Árbitro: Tiago Gonçalves (A.F. Castelo Branco) Auxiliares: Ricardo Fernandes e Flávio Antunes
Oliveira do Hospital:
1 Pantanal; 22 David, 7 Paulo Alves (cap.), 2 Mauro Paula, 5 J.P.; 6 Alex (25 Geovane aos 86'), 8 Mário Jorge (3 Diogo aos 72'), 10 Guti, 4 Carlos Almeida (17 Ivan aos 65)'; 9 Bruno Cardoso, 14 Vavá. Suplentes não utilizados: 24 Rafa, 11 Gonçalo, 20 Iano, 21 Valentim. Treinador: Paulo Piedade
1 Pantanal; 22 David, 7 Paulo Alves (cap.), 2 Mauro Paula, 5 J.P.; 6 Alex (25 Geovane aos 86'), 8 Mário Jorge (3 Diogo aos 72'), 10 Guti, 4 Carlos Almeida (17 Ivan aos 65)'; 9 Bruno Cardoso, 14 Vavá. Suplentes não utilizados: 24 Rafa, 11 Gonçalo, 20 Iano, 21 Valentim. Treinador: Paulo PiedadePenalva do Castelo:
12 Ferrari; 5 Nélson, 23 Sérgio (cap.), 18 Bernardo, 20 Califa; 6 Gamarra, 8 Bruno, 10 Papi (11 Flávio aos 77'); 2 Reuss (4 Diogo Sousa aos 94'), 9 Luís Cardoso, 7 Micael (22 André Mateus aos 77'). Suplentes não utilizados: 24 Vareiro, 16 Cristóvão, 17 Faria, 21 Alex. Treinador: António Carlos (Tótá)
12 Ferrari; 5 Nélson, 23 Sérgio (cap.), 18 Bernardo, 20 Califa; 6 Gamarra, 8 Bruno, 10 Papi (11 Flávio aos 77'); 2 Reuss (4 Diogo Sousa aos 94'), 9 Luís Cardoso, 7 Micael (22 André Mateus aos 77'). Suplentes não utilizados: 24 Vareiro, 16 Cristóvão, 17 Faria, 21 Alex. Treinador: António Carlos (Tótá)Admoestações: cartão amarelo para Alex aos 52', J.P. aos 73', Geovane aos 91' e Ivan aos 92'; Nélson aos 56', Califa aos 77' e 93', Bernardo aos 87'; cartão vermelho por acumulação a Califa aos 93'.
Crónica
Locais quase surpreendem líder
A jogar em casa perante o até então líder isolado da Série C, III Divisão Nacional, o Oliveira do Hospital demonstrou estar em clara recuperação anímica, impondo um empate a uma bola a um Penalva do Castelo que não soube aproveitar o domínio inicial da partida
Laurindo Filho
Foi um determinado Penalva do Castelo que se apresentou em Oliveira do Hospital para defrontar a equipa local, em jogo a contar para a 4ª Jornada da III Divisão Nacional, Série C. Embalado por três vitórias em outros tantos jogos e pela consequente liderança, a equipa orientada por Tótá entrou forte no jogo, com a equipa a actuar em bloco alto, cortando as linhas de passe ao Oliveira do Hospital, obrigando-o a jogar mal, ao mesmo tempo que rapidamente se aproximava da baliza adversária, fruto, claro está, da pressão alta que exerceu durante os primeiros vinte e cinco minutos. De tal maneira que durante este período os visitantes dispuseram de inúmeras situações para inaugurar o marcador: Micael (aos 11' e aos 18') e Bruno (aos 14', 21' e 23') foram os rostos mais visíveis de uma superioridade que esbarrou sempre na atenção e nos reflexos de Pantanal, guarda-redes oliveirense que até então se cotava como o melhor em campo.
Com o desenrolar do jogo e com a sucessão de lances perdidos, o Penalva do Castelo começou a baixar as suas linhas, permitindo que os donos da casa subissem um pouco mais terreno e dispusessem de mais espaço para implementar o seu futebol. Foi desta forma que o Oliveira do Hospital começou a equilibrar a partida, com Guti, Carlos Almeida e Mário Jorge a assumirem-se como os principais municiadores de um ataque que tinha em Vává o seu elemento mais inconformado. Um inconformismo que viria a dar frutos à passagem do minuto 31: jogada de envolvimento do ataque oliveirense pela direita, sempre ao primeiro toque, com Bruno a encontrar Guti que cruzou com conta, peso e medida para o desvio vitorioso de Vává, que se antecipou aos centrais forasteiros em plena pequena área. Estava feito o 1-0 para os visitados, que minutos antes (26') haviam desperdiçado um "golo feito", com Alex a falhar um cabeceamento isolado ao primeiro poste, na sequência de um pontapé de canto marcado por Guti.
O golo animou as hostes locais, mas também despertou os homens de Penalva do Castelo que reagiram cerca de cinco minutos depois: Califa bate um livre lateral sobre a direita do seu ataque e Luís Cardoso, sozinho ao segundo poste, remate rasteiro e cruzado, com a bola a passar junto à base do poste defendido por Pantanal. Após este lance ambas as equipas mostraram-se mais preocupadas em aguardar pelo intervalo, de modo que o resultado não mais teve alterações.
Entrar, empatar e adormecer
O reatamento trouxe um Penalva do Castelo determinado a inverter o rumo das coisas. Logo ao minuto 47, Reuss "trocou as voltas" a J.P. e cruzou para o interior da área onde Papi surgiu liberto de marcação, rematando por cima. Era o prenúncio de um empate que viria a surgir apenas três minutos depois: Micael não desistiu de um canto longo ao segundo poste, recolheu a bola ainda dentro das quatro linhas e, perante alguma passividade defensiva local, cruzou para Luís Cardoso fazer o empate após um subtil desvio de pé direito, ao primeiro poste. Estava feita a igualdade, resultado que espelhava melhor o que até então havia se passado em campo.
Não tardou a reagir o Oliveira do Hospital, com Vává (sempre ele e sempre em velocidade) a ter algum espaço sobre o corredor direito e a cruzar rasteiro para a entrada de Bruno Cardoso, com o ponta-de-lança local a chegar ligeiramente atrasando, falhando por isso mesmo a hipótese de colocar a sua equipa em vantagem no marcador. Seguiram-se então minutos de futebol desgarrado, sem ligação e sem nexo, com ambos os conjuntos a actuarem com os sectores demasiado distanciados. Imaginava-se que o Penalva do Castelo, por ser o líder e por ainda não ter perdido qualquer ponto na presente edição deste campeonato, fosse assumir as despesas do jogo, mas tal não se verificou. Aliás, os pupilos de Tótá revelaram-se inclusivamente desconcentrados, como se estivessem adormecidos. A tal ponto que à passagem do minuto 67 protagonizaram o caso do jogo: intercepção de Bernardo junto à sua área, a cortar o ataque oliveirense, com a bola a sobrar para o guardião Ferrari, que decide agarrar a bola. O árbitro da partida interpreta o lance como sendo um atraso de bola deliberado por parte do defesa e assinala livre indirecto. Na sequência deste lance Guti remata fraco e desenquadrado, para alívio dos forasteiros.
O jogo entrou então numa toada morna, com as equipas a respeitarem-se em demasia, optando por uma toada mais defensiva. Apenas a entrada de Ivan mexeu com o jogo, com o ex-júnior do U.C.Eirense a trazer ireverência, técnica e velocidade ao jogo da equipa de Paulo Piedade, sem que, no entanto, fossem criadas oportunidades flagrantes de golo. Pelo menos até ao minuto 94' (numa altura em que o Penalva do Castelo jogava apenas com dez elementos, por expulsão de Califa aos 93'), quando, na sequência de um canto cobrado por Guti, Mauro Paula cabeceou como mandam as regras, de cima para baixo, com Ferrari a defender in extremis (assim entendeu o árbitro e o auxiliar que seguia a jogada) sobre a linha de golo aquilo que parecia ser o golo da vitória dos locais, naquele que foi o último lance de perigo do jogo.
Resultado final, empate justo entre duas equipas que, a espaços foram superiores uma a outra, embora, no cômpto geral (pela forma como entrou determinado e criou diversas oportunidades de golo), o Penalva do Castelo possa sentir alguma insatisfação pela falta de sorte e de poder de finalização.
Sinal + : a forma como ambas as equipas se bateram, sempre com grande respeito e lealdade
Sinal - : a expulsão infantil de Califa
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